A Justiça determinou a conversão para prisão preventiva do médico de 32 anos investigado por cometer crimes sexuais contra pacientes em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na zona rural de Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba. Com a decisão, o investigado será transferido nesta quinta-feira (5) para o Presídio do Roger, em João Pessoa.
A investigação teve início após uma jovem de 20 anos procurar a Polícia Civil acompanhada da família. A vítima relatou ter ido ao posto de saúde para uma consulta de rotina, ocasião em que o profissional simulou a necessidade de exames físicos para realizar toques íntimos indesejados e fazer perguntas de conotação sexual.
Novas denúncias e relatos de funcionários
Durante as diligências na unidade de saúde, uma segunda paciente, de 44 anos, formalizou denúncia contra o médico relatando ter sofrido abuso semelhante durante um atendimento anterior. Funcionários da UBS ouvidos pelos investigadores também confirmaram históricos de comportamentos inadequados e constrangedores praticados pelo suspeito no ambiente de trabalho.
Em depoimento prestado na presença de seu advogado, o médico admitiu ter realizado os exames físicos nas pacientes, mas alegou que as manipulações possuíam finalidade exclusivamente diagnóstica e assistencial.
O caso foi enquadrado no artigo 215 do Código Penal, que tipifica a violação sexual mediante fraude. A Polícia Civil solicitou exames periciais ao Instituto de Polícia Científica (IPC) e requisitou a cópia das gravações das câmeras de monitoramento da UBS para dar continuidade ao inquérito e apurar a existência de outras possíveis vítimas.


