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Indispensáveis para se proteger do novo coronavírus, as máscaras tornaram-se parte do dia a dia. O uso constante torna a região do rosto quente e úmida, o que favorece o aparecimento de oleosidade e acne. A dermatologista cooperada da Unimed João Pessoa, Amanda Medeiros, conta que é importante manter os cuidados necessários, já que não é possível parar de usar o item. “É necessário manter uma rotina efetiva, fazer um skincare voltado para pele oleosa com sabonete líquido específico e protetor solar com controle de oleosidade. Isso vai trazer mais conforto”, explica a dermatologista.

Assim como a oleosidade, a acne está diretamente ligada ao estímulo das glândulas sebáceas no rosto. “É tão comum que até surgiu um novo termo, o mascne, que é a acne na área da máscara”, conta Amanda. Para reduzir esses efeitos, a especialista aconselha o uso de máscaras mais respiráveis. “As mais indicadas são as cirúrgicas e, no caso das produzidas em tecido, a dica é optar por algodão e não sarja, jeans ou tecidos grossos, que também podem causar alergias”, comenta.

Maquiagem — De acordo com a dermatologista, não é contraindicado usar cosméticos ou cremes na área da máscara. “O ideal é que os produtos estejam de acordo com o tipo de pele. “Se é mais oleosa, é preferível utilizar produtos ultra secos e comedogênicos, que são formulados para evitar a obstrução dos poros e erupções cutâneas”, alerta.

A dermatologista orienta aplicar um protetor solar transparente no rosto todo e colocar filtro com cor ou maquiagem apenas na parte superior, que vai ficar fora da máscara. “O protetor pode e deve ser utilizado, pois a maioria deles é voltada para o público de pele oleosa e contam com substâncias que agem no controle da oleosidade, contribuindo para evitar a acne”, acrescenta Amanda.

Segundo ela, no início da pandemia, houve comentários que a maquiagem poderia aumentar a adesão do vírus. “Não há nenhuma pesquisa que comprove essa afirmação. Quando falamos de maquiagem, não há contraindicação, apenas que não se deve usar ácidos muito intensos que proporcionem descamação excessiva. Principalmente quem usa acessórios profissionais, como a N95, pois elas têm um aro metálico e o atrito pode machucar a pele mais fina”, detalha a especialista.

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