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cabedeloAtendendo a um pedido do Ministério Público Estadual, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) resolveu afastar novamente os quatro suplentes de vereador de Cabedelo envolvidos no âmbito da Operação Xeque-Mate. A Câmara Municipal de Cabedelo recebeu a notificação nesta quarta-feira (15) e já ordenou cumprimento imediato da medida.

De acordo com informações do TJPB, os vereadores foram denunciados no bojo da Operação Xeque-Mate por terem recebido propina em troca de apoio ao então prefeito Wellington Viana.

Mais 120 dias

Eles foram afastados em dezembro do ano passado pelo prazo de 120 dias, que esgotou-se na última quinta-feira (9), data em que eles foram reconduzidos aos seus cargos. Porém, com a nova decisão da Justiça, Benone Bernardo da Silva (PRP), Josimar de Lima Silva (PRP), Janderson Bezerril de Brito (PSDB) e Jonas Pequeno dos Santos (PSDB) ficarão afastados por um prazo idêntico ao praticado na primeira decisão.

Entenda

força-tarefa integrada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco/MPPB), pela Polícia Federal (PF), pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Controladoria-Geral da União (GCU) deflagrou a 6ª fase da Operação Xeque-Mate.

O esforço investigativo combate o comércio de mandatos eletivos no município de Cabedelo, com o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara de Justiça da cidade.

Segundo a investigação, baseada no inquérito policial 277/18 e em diligências complementares, “quatro candidatos ao cargo de vereador, nas eleições de 2016, em Cabedelo/PB, receberam das mãos do então prefeito do município vantagem indevida, consubstanciada na distribuição igualitária da quantia de R$ 200 mil, para a composição de seu grupo de sustentação política no parlamento (legislatura de 2017 a 2020), assumindo, com isso, o compromisso de satisfazer os interesses pessoais de Wellington Viana França (Leto Viana), de seus aliados, assim como os desejos anticoncorrenciais do empresário Roberto Santiago”.

Envolvidos

Pelos fatos praticados, os seis envolvidos na trama (o ex-prefeito Wellington Viana França; o empresário Roberto Ricardo Santiago Nóbrega e os vereadores Benone Bernardo da Silva, Jonas Pequeno dos Santos, Janderson Bizerril de Brito e Josimar de Lima Silva) fazem parte da sexta denúncia ajuizada pelo Gaeco e irão, de acordo com suas responsabilidades, responder pelos crimes previstos nos artigos 317 (corrupção passiva) e 29 Código Penal.

O Ministério Público da Paraíba requereu, ainda, a reparação pelos danos materiais e morais praticados, entre outras medidas pertinentes.

Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos pelos agentes da Polícia Federal, com a colaboração técnica dos auditores da CGU, nas residências dos quatro vereadores, cujo afastamento das funções públicas também foi requerido pelo promotores do Gaeco.

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